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Publicado em 28/10/2015 às 07:00

“Amazon Day” reuniu autoridades internacionais em Londres; Meio ambiente é algo elogiado no mal avaliado Governo Dilma

Evento contou com Joaquim Levy, Izabella Teixeira e Luciano Coutinho

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(Brasília-DF, 28/10/2015)  Hoje, em Londres(ING), foi dia de “Amazon Day”.  O destaque foi o debate em torno de questões como a redução do desmatamento na Amazônia, de 82% nos últimos 10 anos, e as medidas adotadas pelo governo brasileiro para intensificar mecanismos de redução da emissão de gases de efeito m  crise na popularidade da administração federal do Brasil.  O evento reuniu mais de uma centena de autoridades e especialistas Internacionais.

 

O evento, organizado pelo BNDES, pelo Itamaraty e pelo Ministério do Meio Ambiente, acontece em Londres e debate ações de combate às mudanças climáticas e de estímulo à economia de baixo carbono.

 

Como foi

 

O “Amazon Day” foi aberto pela manhã com os pronunciamentos da ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, do embaixador brasileiro na Inglaterra, Eduardo Santos, e do representante do Ministério Britânico de Relações Exteriores, Hugo Swire.

 

O presidente Luciano Coutinho enfatizou a importância para o BNDES de administrar o Fundo Amazônia, uma das iniciativas mais importantes no mundo para a redução das emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD, na sigla em inglês). Referência para a criação de novos fundos de combate ao desmatamento, o Fundo contribuiu diretamente para a redução do desmatamento ilegal na Amazônia em 33%, entre 2009 e 2014.

 

Segundo Coutinho, por meio do Fundo Amazônia, o BNDES tem atuado não apenas no combate ao desmatamento ilegal, mas, sobretudo, contribuído para promover a produção sustentável, fomentando atividades remuneradas que garantam a manutenção da floresta em pé. O presidente também mencionou as iniciativas do BNDES no financiamento à chamada economia verde, com desembolsos que saíram de R$ 12,8 bilhões em 2008 e atingiram R$ 28,3 bilhões no ano passado, e o incentivo à agricultura de baixo carbono.

 

A ministra Izabella reafirmou o compromisso do governo brasileiro com as metas de redução do desmatamento, por meio de iniciativas como a criação de áreas protegidas e cadastramento ambiental rural. Enfatizou também a relevância de um amplo acordo entre governos estaduais, municipais, setor privado e ONGs em torno da adoção de práticas sustentáveis e de medidas de monitoramento e controle.

 

Novo Paradigma

 

O ministro Levy defendeu um novo paradigma de crescimento econômico e citou como exemplo os recentes investimentos em energia eólica no Brasil e o início do ciclo de oportunidades em energia solar, que contará com o financiamento do BNDES. Já o embaixador Eduardo Santos e o ministro Swire ressaltaram a importância da parceria entre o Brasil e o Reino Unido nas iniciativas para a redução de gases de efeito estufa, que serão discutidas na COP 21, em Paris. Swire elogiou a ação do governo brasileiro no que ele denominou de mais ambicioso programa de redução de desmatamento já realizado.

 

No evento, que acontece durante todo o dia de hoje, foram apresentadas as atividades do Fundo Amazônia. Com uma carteira de 100 projetos, dos quais 75 já implementados no valor de R$ 1,2 bilhão, o Fundo apoiou 94 unidades de conservação; 14 milhões de hectares de áreas protegidas com controle territorial fortalecido; 1,2 mil subprojetos de pequeno porte; 3,1 mil pessoas treinadas em combate a incêndios; 37 milhões de hectares e 138 mil imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural.

 

O apoio a populações indígenas no Brasil também é uma das prioridades do Fundo. Já foram financiados cinco projetos com foco exclusivo em populações indígenas, abarcando 52% das terras indígenas na Amazônia legal. Tanto as unidades de conservação como as terras indígenas atuam como um importante inibidor do desmatamento ilegal.

 

O Fundo Amazônia recebe doações e realiza apoio não-reembolsável a partir da apresentação direta de projetos. Atualmente, as doações somam R$ 2 bilhões, dos quais 96% provenientes do governo da Noruega, 3% do banco de desenvolvimento da Alemanha, KfW, e 1% da Petrobras.

 

( da redação com informações de assessoria e edição de Genésio Araújo Jr)

 

 

 

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